JORNAL SEM LIMITES DE PÁDUA_RJ: O impacto ambiental causado pelo garimpo

sábado, 24 de maio de 2014

O impacto ambiental causado pelo garimpo



Uma das atividades mais antigas do país se divide entre a sua importância econômica e os danos causados no ecossistema

  O jornal Sem Limites foi cobrado porque não fez uma matéria sobre denuncias da atividade garimpeira em Paraoquena.Mas estávamos esperando que os órgãos responsáveis se pronuncia-se primeiro,já que foi falado direto na Rádio AM Feliz.
Bom, estivemos no Inea o órgão que fiscaliza e tem a missão de proteger, conservar e recuperar o patrimônio ambiental do RJ. A funcionária disse desconhecer o assunto, que iria entrar em contato com a secretaria do meio ambiente do município. Nós dirigimos ao distrito de Paraoquena,a informação era que o garimpo estava sendo feito atrás do bar do Paulo e não encontramos nada. Populares informaram que existe sim um grupo de garimpeiros, mas que usam a parte do rio que banha Minas Gerais e a policia de Minas já esteve no local e conferiu a autorização do órgão e que inclusive no local tinha uma geóloga. Como o assunto compete as autoridades deixamos que os mesmos esclarecessem e busquem a verdade. A radio Feliz AM,noticiou diversas vezes o corrido,já que os garimpeiros estão no local a uns meses.A única balsa que localizamos foi de retirada de areia como consta a foto.
Abaixo uma matéria a respeito do impacto que pode ocorrer em nossos rios:

“O garimpo é a forma manual de exploração do solo que tem por finalidade a extração de minerais valiosos. O trabalho é realizado, na maioria das vezes, de forma independente e ilegal, apesar de ser uma atividade normalizada pelo Governo Federal. Essa prática de exploração dos recursos minerais existe desde o século 18 no país e, apesar da massiva ilegalidade e dos grandes impactos ambientais e à saúde do trabalhador, continua em atividade e representa quase 4% do PIB nacional, cerca de R$ 70 milhões por ano.
Para uma melhor compreensão, o garimpo resume-se na retirada de minerais nobres como ouro, prata e pedras preciosas no solo e subsolo das margens dos rios e dentro de grutas. Utilizando recursos baratos, logo, é uma atividade de custo de mão de obra baixo. O garimpo é uma função importante para a economia do país, porém, existe uma série de paradoxos e contradições que envolvem o que diz a constituição e como é praticado.
Os homens do garimpo
O trabalhador que atua nessa atividade chama-se garimpeiro. É ele o responsável por procurar e retirar da natureza o mineral precioso. O garimpeiro, para realizar o trabalho, necessita utilizar metais pesados, como o mercúrio, e explosivos para abrir grutas e perfurações no solo para a escavação manual.
Muitos desses trabalhadores acabam sofrendo com problemas respiratórios, neurológicos e intoxicações causadas pelos componentes químicos manuseados diariamente e também por ficarem expostos a todos os tipos de condições do tempo e do meio.
O Código de Mineração define o garimpeiro da seguinte forma:
Decreto-Lei N° 227/67, artigo 70
“O trabalho individual de quem utiliza instrumentos rudimentares, aparelhos manuais ou máquinas simples e portáteis, na extração de pedras preciosas, semipreciosos e minerais metálicos ou não metálicos, valiosos, em depósitos de aluvião ou aluvião, nos álveos de cursos d’água ou nas margens reservadas, bem como nos depósitos secundários ou chapadas, vertentes e altos de morros, depósitos esses genericamente denominados garimpos”.
Impactos ambientais
Desvio dos rios, desmonte hidráulico (no caso de garimpagem mecânica), aterramento de rios e contaminação do solo, ar e águas através de metais pesados, principalmente o mercúrio.
A paisagem de locais onde existem ou já existiram garimpo é modificada por quilômetros, rios têm seus percursos alterados, vegetações são extintas e animais fogem ou morrem por causa da contaminação causada. Por diversas vezes o ecossistema dos locais ficam com danos irreparáveis em definitivo, mesmo com a utilização de recursos tecnológicos para recompor o local.
Desabamentos de grutas e soterramentos de garimpeiros e animais são comuns, as bombas de alto impacto provocam grandes erupções nas rochas e no solo, além da contaminação do local com o chumbo.
O uso do mercúrio nos garimpos do Brasil para a extração de ouro é comum, porém, causa riscos à saúde dos garimpeiros, compromete o meio ambiente e ainda coloca em risco pessoas de comunidades próximas aos locais de exploração. Quando o ouro é encontrado o trabalhador o mistura com mercúrio para que se forme uma espécie de liga, facilitando assim sua identificação e para comprovar se de fato o que foi encontrado é ouro.
Essa liga solidifica e é queimada, eliminando mercúrio na atmosfera, após ser vendido é novamente queimando para que consiga um estado mais limpo do metal precioso e assim possa ser trabalhado e moldado conforme desejo de ourives e designers. Nessa segunda “queima” o mercúrio é lançado no ar novamente, poluindo a atmosfera e afetando a saúde humana.

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou recentemente um estudo que aponta a América do Sul, Ásia e África como os continentes mais contaminados com mercúrio por causa das atividades garimpeiras. A melhor forma de minimizar esses males talvez seja um mapeamento das áreas onde ocorre a extração manual de metais, uma maior regulamentação da atividade e controle do trabalho feito.”

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