BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO – O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (27/03). Esta é a segunda vez que o político é detido em menos de quatro meses, no âmbito das investigações que apuram o vazamento de informações sigilosas e ligações com o crime organizado.
A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumprida em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.
O Histórico das Prisões
Bacellar já havia sido preso em dezembro de 2025, acusado de beneficiar o ex-deputado Thiago Rangel (conhecido como TH Joias) com informações privilegiadas sobre operações policiais. Naquela ocasião, ele foi solto poucos dias depois, após uma votação na Alerj que revogou a custódia.
Desta vez, o novo mandado de prisão fundamenta-se em novos relatórios da PF que indicam a continuidade da influência política de Bacellar para obstruir a Justiça. Segundo as investigações, o ex-parlamentar atuaria como o "braço político" de um esquema ligado à facção Comando Vermelho.
Pontos-chave da Atualização:
Operação Zargum: A nova fase da investigação reuniu provas de que o grupo mantinha uma rede de monitoramento sobre as ações da Polícia Civil e Federal no estado.
Novas Provas: O STF considerou que as medidas cautelares anteriores, como o uso de tornozeleira eletrônica, não foram suficientes para impedir a atuação do grupo criminoso.
Destino: Bacellar foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, e deve passar por audiência de custódia ainda nesta tarde.
O que diz a defesa
Até o momento, a assessoria jurídica de Rodrigo Bacellar classifica a prisão como "desnecessária e arbitrária", afirmando que o político sempre esteve à disposição da Justiça e que as acusações carecem de provas materiais.

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