JORNAL SEM LIMITES DE PÁDUA_RJ: Raspadinha voltará pela Caixa com prêmio de até R$ 2 milhões

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Raspadinha voltará pela Caixa com prêmio de até R$ 2 milhões


Depois de oito anos de sumiço, a “raspadinha” deve voltar a despertar o interesse dos apostadores na lotéricas. A Caixa Econômica Federal finaliza os detalhes para lançar ainda neste semestre a loteria instantânea, que será operada pela Caixa Loterias. A subsidiária da instituição passará a gerir todos os jogos do banco, incluindo os que o apostador tenta prever os números sorteados, como Lotofácil, Quina, Mega-Sena e Loteria Federal, hoje operados diretamente pela Caixa, além da raspadinha. A Caixa também vai entrar no mercado de apostas on-line, as chamadas bets.

A decisão de reforçar a Caixa Loterias foi tomada pelo Conselho de Administração do banco na última semana. A diretora-presidente da subsidiária, Lucíola Vasconcelos, contou que a raspadinha voltará em grande estilo e repaginada, com novas faixas de prêmios. Os detalhes do anúncio estão sendo fechados.

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“Há uma grande expectativa em torno da raspadinha, uma das apostas mais populares do mundo”, disse Lucíola.

Será possível raspar o bilhete de forma manual nas lotéricas, como no passado, e também de forma virtual, usando uma ferramenta do celular, que simula um dedo raspando a superfície.

Segundo técnicos a par das discussões, o bilhete vai custar entre R$ 2,50 e R$ 20. O prêmio será proporcional ao custo da aposta e vai variar entre R$ 2,50 e R$ 2 milhões. Pela legislação, prêmios acima de R$ 2.259 só podem ser resgatados nas agências da Caixa.

Mercado de apostas

O segundo passo será a entrada do Caixa Loterias no mercado de sporting bets, dominado por empresas internacionais e que começou a ser regulamentado no país. A estratégia da Caixa é adotar modelo vigente em Portugal e permitir que, além de apostas on-line, os apostadores possam arriscar seus palpites em pontos fixos, nas casas lotéricas.

Segundo Lucíola, as modalidades raspadinha e bets são as mais populares do mundo, respondendo por 48% da arrecadação com jogos. Para a diretora da Caixa Loterias, há enorme potencial nesses dois nichos, considerando a baixa participação dos jogos no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de apenas 0,21%.


Com uma população de 215 milhões, o Brasil arrecada por ano R$ 18 bilhões com jogos, de acordo com pesquisa da Caixa. Com cerca de 10 milhões de habitantes, Portugal arrecada o mesmo com as apostas, que respondem por 1,17% do PIB, destacou Lucíola. No Uruguai, o percentual é de 0,39%, 0,46% na Argentina e 0,96% na Espanha.

Segundo pesquisas do banco, as bets movimentam no país entre R$ 40 bilhões e R$ 70 bilhões. Lucíola destaca que o jogo no Brasil tem função social relevante, pois 48% do valor arrecadado é direcionado a políticas sociais, como cultura, esportes e segurança pública.

Em 2023, a Caixa arrecadou R$ 23,4 bilhões com as loterias. Com a volta da raspadinha, a Caixa estima um crescimento de pelo menos 20% na arrecadação com loterias.

Prejuízo de R$ 8 bilhões

Com as tentativas frustradas dos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro de vender a Lotex (loteria instantânea, o nome formal da raspadinha), a Caixa ficou oito anos fora da modalidade e deixou de arrecadar R$ 8 bilhões nesse período. Eram comercializados entre 70 milhões e 80 milhões de bilhetes por ano.

A Caixa comercializou a raspadinha entre os anos 1960 e 2015, quando o modelo de apostas foi suspenso por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU), que contestou a legalidade da forma como vinha sendo feito no País.

Em 2018, mudanças legais permitiram que o serviço fosse repassado à iniciat



iva privada e retomado. Após realizar dois leilões que não atraíram interessados e de flexibilizar suas exigências iniciais, o governo federal conseguiu repassar a um consórcio o direito de explorar o serviço por 15 anos.

Contudo, a empresa desistiu após considerar que o serviço só seria viável se assinasse um contrato de distribuição com a Caixa, o que nunca ocorreu. A logística é importante porque o bilhete só pode ser validado no ponto de venda, para evitar o uso das raspadinhas obtidas num furto a um caminhão de distribuição, por exemplo.






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