Criminosos interceptaram van descaracterizada na madrugada de sexta-feira; veículo transportava 13 pessoas para exames no Rio.
GUAPIMIRIM/PÁDUA – O que deveria ser uma viagem em busca de saúde transformou-se em momentos de pânico para 12 pacientes e um motorista que saíram de Santo Antônio de Pádua rumo ao Rio de Janeiro. Na madrugada da última sexta-feira (27/03), o grupo foi interceptado por quatro criminosos fortemente armados na altura de Guapimirim.
A abordagem ocorreu por volta da meia-noite, horário habitual de saída do transporte. Os assaltantes renderam as vítimas e subtraíram pertences pessoais, incluindo documentos e dinheiro. Dos 13 ocupantes, apenas dois passageiros que viajavam nos bancos traseiros conseguiram ocultar seus aparelhos celulares, escapando do prejuízo total.
Além dos objetos, os criminosos levaram a van utilizada no transporte. O veículo foi localizado horas mais tarde, abandonado na comunidade do Tinguá, região entre Duque de Caxias e Nova Iguaçu.
Após serem deixadas às margens da rodovia, as vítimas foram resgatadas por uma van vinda de Teresópolis. Devido ao trauma e à perda de documentos e pertences, o grupo não pôde seguir viagem para as consultas e exames agendados na capital fluminense, retornando para o Noroeste do estado.
O episódio levanta um debate sobre a identificação visual dos veículos que realizam o transporte de saúde no município. A van envolvida no crime é um veículo terceirizado e circulava de forma descaracterizada.
Especialistas e moradores questionam a falta de adesivagem oficial (como "Secretaria de Saúde" ou "Prefeitura de Pádua"). A avaliação é que a ausência de sinalização externa torna o veículo um alvo comum para criminosos, que podem não identificar de imediato que se trata de transporte de pacientes em tratamento médico.
O Jornal Sem Limites entrou em contato com a Prefeitura de Santo Antônio de Pádua e com a Secretaria Municipal de Saúde para questionar o motivo de o transporte terceirizado operar sem identificação visual e quais medidas serão tomadas para garantir a segurança dos pacientes em futuras viagens.
Até o fechamento desta edição, não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para o posicionamento oficial das autoridades.
Da redação JORNAL SEM LIMITES





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