JORNAL SEM LIMITES DE PÁDUA_RJ: Operação Café Real: Procon-RJ intensifica combate ao café adulterado no estado ​

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Operação Café Real: Procon-RJ intensifica combate ao café adulterado no estado ​

A fiscalização, que faz parte de uma força-tarefa contínua, já retirou mais de 16 toneladas de produtos irregulares de circulação no Rio de Janeiro desde 2025.

​Uma recente etapa da "Operação Café Real", realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e pelo Procon-RJ, resultou na apreensão de cerca de 250 quilos de café fraudado ou impróprio para consumo em municípios do interior do estado, incluindo Santo Antônio de Pádua, Miracema, Barra do Piraí e Três Rios.

​O que é a Operação Café Real?

​Criada em 2025, a iniciativa visa combater a adulteração e a falsificação de café no Rio de Janeiro. A fiscalização é ampla e atua em toda a cadeia de comercialização, desde indústrias torrefadoras até supermercados e pequenos estabelecimentos comerciais. O trabalho conta com o monitoramento de mercado e apoio técnico da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que auxilia na identificação de fraudes.

​Como ocorre a fraude?

​A adulteração intencional é proibida pela legislação brasileira. A presença de ingredientes como milho, cevada, palha, cascas ou outros vegetais torrados configura fraude. Além de representar prejuízo financeiro ao consumidor, o consumo desses itens pode trazer sérios riscos à saúde, uma vez que não passam pelo controle sanitário adequado.

Marcas apontadas na fiscalização recente

​Em ação divulgada em 28 de maio de 2026, as autoridades incluíram as seguintes marcas entre os produtos apreendidos por desconformidade com a legislação vigente:

Duvale

​2000

​Caminho Mineiro

​São Fidélis

​Garoto

​Titan

​Posicionamento das empresas

​Até o momento, nenhuma das marcas citadas manifestou-se publicamente a respeito da operação ou das irregularidades apontadas pelo Procon-RJ. Veículos de comunicação que tentaram contato com os fabricantes para obter esclarecimentos não obtiveram retorno até o fechamento desta reportagem. As empresas, contudo, possuem direito legal de defesa e podem apresentar recursos técnicos dentro do processo administrativo instaurado pelo órgão fiscalizador.

​Nota: Os órgãos de fiscalização e a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) notificam os estabelecimentos para a retirada imediata desses produtos das prateleiras. Recomenda-se que consumidores que possuam esses produtos em casa interrompam o consumo.

​Como o consumidor pode se proteger?

​Especialistas e órgãos de defesa do consumidor oferecem orientações essenciais para evitar cair em fraudes:

​Procure o Selo da ABIC: A embalagem deve conter o selo de pureza da Associação Brasileira da Indústria de Café.

​Verifique a autenticidade do selo: Utilize o aplicativo ou o site oficial da ABIC para pesquisar a marca e confirmar se a certificação é real.

​Cuidado com preços muito baixos: Valores excessivamente abaixo da média de mercado podem ser um forte indício de adulteração.

​Leia o rótulo com atenção: Termos como "pó para preparo de bebida à base de café", "bebida sabor café" ou similares indicam que o produto não é 100% café puro.

​Desconfie da embalagem: Produtos sem registro, sem dados de contato do fabricante ou com erros grosseiros de grafia devem ser evitados.

​Dúvidas e Denúncias: Caso encontre produtos suspeitos, o consumidor pode registrar denúncia nos canais oficiais do Procon-RJ ou entrar em contato com os Procons municipais. As listas de marcas irregulares são publicadas nos portais oficiais do governo estadual e da ASSERJ.

​Gostaria de saber se você possui alguma dessas marcas em casa agora e precisa de ajuda para saber como solicitar o reembolso junto ao estabelecimento onde comprou?








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