Uma força-tarefa da Polícia Civil e Militar frustrou a instalação de uma organização criminosa do Rio de Janeiro na divisa entre Minas Gerais e o território fluminense.
A operação conjunta desarticulou uma rede clandestina que tentava impor um monopólio de serviços básicos na região de Pirapetinga (MG) e Santo Antônio de Pádua (RJ). A ação foi motivada por denúncias anônimas de moradores.
O plano de expansão das milícias
A investigação policial revelou que os criminosos seguiam o clássico modelo de exploração territorial das milícias cariocas. O grupo já havia instalado quilômetros de cabeamento de internet pirata sem qualquer autorização regulatória.
Além da telecomunicação clandestina, o monitoramento policial descobriu que a organização pretendia:
- Centralizar o transporte: Implantação forçada de um aplicativo de transporte privado local.
- Vigilância ilegal: Instalação de câmeras de monitoramento urbano para controlar os passos dos moradores e das forças de segurança.
Conexão local e prisões
Cinco suspeitos oriundos da Zona Norte da capital fluminense foram detidos e levados à delegacia de Pirapetinga para prestar depoimentos.
A Polícia Civil agora foca na identificação de moradores de Pirapetinga. Eles são suspeitos de atuar como intermediários, facilitando a logística e a entrada dos criminosos na cidade mineira.
Apagão na rede clandestina
Técnicos das concessionárias de energia Energisa (MG) e Enel (RJ) realizaram o corte e a remoção imediata de todos os cabos ilegais fixados nos postes. A retirada teve acompanhamento pericial para registrar a materialidade do crime de exploração ilegal de serviços de telecomunicações.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Fábio Eiras Cosendey, o inquérito segue aberto para mapear a real extensão da rede e identificar novas ramificações do grupo na divisa dos estados.
Da Redação JORNAL SEM LIMITES



Nenhum comentário:
Postar um comentário